27 de setembro de 2012

Algumas técnicas para o Violino




Pizzicato - Os violinistas nem sempre usam o arco quando tocam - de vez em quando beliscam as cordas, o que é chamado de "pizzicato" (pronuncia-se pitzi-cato). Raramente o pizzicato se estende pela melodia inteira, mas no balé Sylvia o compositor francês Delibes escreveu um movimento inteiro em que todos os instrumentos de corda deixam de lado seus arcos para tocar a famosa Polka-Pizzicato. Quando lêem na partitura a palavra "arco", os executantes interrompem o pizzicato e voltam a usar o arco.

Tocando com surdina - Fixando-se um grampo de madeira sobre o cavalete do violino, reduz-se a força das vibrações que alcançam a caixa de ressonância. Isso funciona com uma surdina, ou abafador de som. Violinos em surdina soam muito distantes e delicados. Os compositores usam os termos italianos "con sordini" (com surdina) e "senza sordini" (sem surdina).

Sul ponticello - Expressão italiana que significa "na pontezinha". Em partitura para violino, indica que o violinista deve passar o arco próximo ao cavalete, o que origina um som de timbre agudo, de arranhudura.

Col legno - O excitante começo de "Marte, o Mensageiro da Guerra", da suíte de Holst Os Planetas, apresenta as cordas soando com um curioso efeito estalado. É o que se chama col legno - "com a madeira". O arco é seguro de lado, de tal maneira que cada nota tocada a madeira do arco bata na corda.

Vibrato - Uma das importantes técnicas de instrumentos de cordas. O dedo da mão esquerda que prende a corda oscila levemente, causando uma flutuação no tom e enriquecendo o som. O vibrato é usado sobretudo em notas longas. Alguns violinistas preferem não usá-lo quando tocam músicas muito antigas.

Corda dupla - significa tocar duas notas de uma só vez. Alguns compositores pedem acordes de três e até quatro notas, mas no violino não é possível tocar simultaneamente mais do que duas notas.

Harmônicos - São notas suaves, semelhantes às da flauta, produzidas pelo toque muito leve sobre a corda (sem pressionar a nota) e a delicada passagem do arco. São usadas com mais freqüência na música moderna.

Glissando - A palavra indica ao executante que deve escorregar o dedo sobre a corda, de uma nota a outra (o que permite que todos os sons interpostos sejam ouvidos). Os glissandos aparecem quase exclusivamente nas músicas do século XX.

Um pouco sobre o Contrabaixo





O surgimento do contrabaixo originalmente remonta no século XV. O instrumento antigo mais famoso é o contrabaixo de três cordas de Domenico Dragonetti (1763 – 1846) feito pelo luthier Gasparo da Salò (1542 - 1609). Nesse período o instrumento mais comum nos grupos de câmera, no registro contrabaixo (uma oitava abaixo do baixo), era o violone, da família da viola da gamba, mas a partir do século XVIII, o já mencionado Domenico Dragonetti, grande virtuoso, popularizou o instrumento, primeiro em Veneza e depois em outros lugares da Europa. Instrumento "híbrido" entre a família do violino e da viola da gamba teve seu destaque por ter mais projeção sonora que então podia acompanhar melhor o crescimento das orquestras no período clássico.

O Contrabaixo é o mais profundo instrumento musical da família das Cordas. Há Pessoas que ainda o chamam, tradicionalmente, de Rabecão. Apresenta um volume físico maior do que o Violoncelo, com cordas mais longas e mais grossas. Difere na forma dos outros membros de sua família (anteriormente já apresentados), tendo as espaldas (ombros) do instrumento mais inclinadas e a parte posterior (tampo) plana.

O Contrabaixo é tocado na posição vertical, apoiado ao solo através de um pequeno espigão metálico. O contrabaixista senta-se em uma banqueta de altura conveniente, ou coloca-se de pé atrás do instrumento, ficando a mão esquerda para digitar as cordas e a mão direita para o arco ou para o pizzicato.

O Contrabaixo não apresenta a mesma variedade e qualidade de timbre dos outros instrumentos da família. Os seus registros são: grave, médio, agudo e sobre-agudo.

Normalmente, os Contrabaixos possuem quatro cordas. Às vezes, cinco.

A afinação das cordas do Contrabaixo difere totalmente da mesma afinação do Violino, Viola e Violoncelo. No Contrabaixo de quatro cordas, as mesmas são afinadas em quartas justas, desta maneira:

1a. Corda - Sol (corda mais delgada);
2a. Corda - Ré;
3a. Corda - Lá;
4a. Corda - Mi (corda mais grossa).

A quinta corda, quando houver, é afinada em Dó, nível grave abaixo do Mi (4a. Corda), sendo afinada segundo uma terça maior.

A extensão normal deste instrumento musical é de duas oitavas e uma quinta diminuta.

A voz do Contrabaixo, quando ferido pelo arco, é grave, severa e áspera. Presta-se, muito bem, para ampliar melodias de outros instrumentos, dando ressonância às Cordas ou a toda massa orquestral ("tutti").

Um pouco sobre o Violoncelo



O violoncelo (ou cello, uma forma abreviada, derivada do italiano) que hoje conhecemos teve origem no esplendor musical do Século XVI na Itália, em um processo evolutivo da família das cordas. Embora isso, o violoncelo foi usado principalmente como instrumento acompanhante até o século XVIII, quando passou a ser importante como instrumento solista e no quarteto de cordas.

No entanto encontramos na antiguidade instrumentos que até podem ser considerados pais do violoncelo, na medida em que são instrumentos de corda friccionada por um arco, emitindo som semelhante. É o caso do Ravanastron, instrumento criado no Ceilão há 5000 anos atrás, e que ainda hoje pode ser encontrado em versões usadas por monges budistas. É um instrumento menor que o cello atual, com caixa de formato retangular.

O nome violoncelo parece ter se firmado por volta de 1680 a partir do termo violoncino, um diminuto de violone , como era conhecido o precursor do cello ainda no Séc. XVII. Dentre todos os instrumentos da orquestra o violoncelo é o que guarda mais similitude com a voz humana, cobrindo desde o Baixo até o Contralto, em uma extensão de quase 4 oitavas.

O formato do Violoncelo acompanha o formato do Violino, evidentemente guardando as devidas proporções, sendo bem maior. E, por causa de seu tamanho, o Violoncelo é tocado na posição vertical, com o executante sentado prendendo-o levemente entre os seus joelhos. Apoia-se ao solo através de um espigão metálico regulável.

Procedente da antiga Viola de Gamba (tipo de Viola que se tocava segurando-a entre as pernas), o atual Violoncelo apareceu nas orquestras por volta do ano de 1560.

Os efeitos produzidos pelo Violoncelo são os mesmos dos instrumentos da família , apresentados anteriormente. O seu timbre é sério, sombrio, às vezes grave. Mas, também, bastante lírico, em seu registros mais agudos.

Os seus registros são: grave, médio, agudo e sobre-agudo.

A extensão do Violoncelo engloba três oitavas e uma quinta justa.

Assim como o Violino e a Viola, o Violoncelo apresenta a afinação de suas cordas segundo quintas justas, isto é:

1a. Corda - Lá ( corda mais delgada);
2a. Corda - Ré;
3a. Corda - Sol;
4a. Corda - Dó (corda mais grossa).

As partituras musicais para Violoncelo são escritas na Clave de Fá na quarta linha, para as notas graves; na Clave de Dó na quarta linha, para as notas médias e na Clave de Sol, para as notas agudas.